Mercado de bicicletas cresce 300% em 5 anos e disputa espaço com carros

No Distrito Federal, existem pelo menos 20 lojas especializadas em ciclismo profissional, que vendem mais de 3 mil bikes mensalmente. Maior comerciante de aparelhos top de linha no país, que chegam a custar quase R$ 50 mil, está na capital
Gerente de uma loja localizada na Asa Norte, Rondiney 
Nascimento conta que clientes vão investindo aos poucos,
 começando com modelos nacionais até chegar aos importados
Elas saíram do Parque da Cidade e ganharam as ruas da capital dos carros. De segunda a sexta-feira, especialmente nas primeiras horas do dia e no fim da tarde, disputam espaço com os veículos nas largas avenidas de Brasília. Nos fins de semana, levam famílias inteiras às áreas de recreação da cidade. As bicicletas conquistaram espaço na rotina dos brasilienses, seja como alternativa de transporte, como opção de lazer ou para a prática esportiva. Uma mudança de comportamento que alimenta um lucrativo mercado. As bikes mais caras, importadas e usadas por profissionais, chegam a custar R$ 49 mil, quase o dobro do preço de um carro popular.

Apesar de o maior mercado de venda de bicicletas ainda estar na região Sudeste — onde circulam 35,2 milhões de bikes, segundo a Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Bicicletas, Peças e Acessórios (Abradibi) — Brasília vem ganhando espaço no ramo. Segundo empresários do setor, a venda de bicicletas e acessórios no Distrito Federal explodiu nos últimos cinco anos, aumentando em até 300%. Há pelo menos 20 lojas especializadas em ciclismo profissional no DF e elas vendem mais de 3 mil bikes por mês, por R$ 4 mil em média cada uma. Das mais caras, são vendidas cerca de 20 mensalmente.

O maior vendedor de bikes caras do país está no DF. Por dois anos consecutivos, em 2012 e 2013, ele ganhou um prêmio de uma das principais marcas comercializadas por aqui como o maior comerciante do setor no Brasil. Ciclistas do Plano Piloto, do Sudoeste, dos lagos Sul e Norte e até de outras cidades do país se deslocam à região administrativa onde fica a loja para comprar bicicleta na mão dele. Por medo de assaltos, ele prefere não se identificar. Mas conta seu principal segredo: não perde um negócio. Troca bicicletas por outras mais antigas e é comum aceitar carros e motos no negócio. “Já troquei móveis, boi e até galinhas por bicicleta. Deus dá dons à todo mundo e eu tenho o talento para a venda”, diz.

FONTE: www.correiobraziliense.com.br

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