.:Ciclistas do DF vivem entre o risco e as promessas do governo

Nos próximos dois anos e meio, o DF terá mais de 600 km de infraestrutura cicloviária, incluindo ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas. Campanhas educativas vão orientar ciclistas e motoristas sobre as regras seguras de circulação e a iniciativa privada será incentivada a desenvolver projetos que estimulem o uso da bike como meio de transporte. Essas são as principais diretrizes do Comitê Gestor da Política de Mobilidade Urbana por Bicicleta, criado em agosto passado com a missão de coordenar os trabalhos e garantir a execução dos projetos até o fim de 2014.

Se, diferentemente de governos anteriores, Agnelo Queiroz conseguir transformar as promessas em realidade, a rotina de quem pedala vai começar a mudar. É o que espera Patrícia Regina de Melo, 42 anos. Em 12 de fevereiro, a ciclista profissional treinava no Lago Sul, quando foi atingida por um veículo. Duas cirurgias depois, ela ainda espera pela total recuperação dos ligamentos do ombro esquerdo, rompidos no acidente. Patrícia relatou situações em que foi hostilizada no trânsito. “Foram várias as vezes em que motoristas jogaram o carro para cima de mim ou buzinaram só para assustar. No acostamento ciclável do Lago Sul, tachinhas são colocadas com frequência nos mesmos pontos para furar os pneus dos ciclistas”, contou. A atleta fez um apelo: “Os motoristas têm que entender que, por trás do ciclista, há alguém que deixou uma família em casa.”

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