.:7º Passeio Ciclístico Rodas da Paz

28 de junho de 2009Cidadãos de diferentes idades se juntaram para o 7º Passeio Ciclístico Rodas da Paz, percorrendo 15 quilômetros no Plano Piloto com muita animação para exaltar urgência de civilidade no trânsito

A convivência pacífica entre motoristas, motociclistas e ciclistas serviu de inspiração para cerca de 4 mil pessoas que participaram do 7º Passeio Ciclístico Rodas da Paz(1), ontem pela manhã. O grupo percorreu 15 quilômetros e reivindicou a construção dos 600 quilômetros de ciclovias prometidos e ainda não concluídos completamente pelo governo do Distrito Federal. O evento contou com ciclistas de todas as idades e atletas, que seguiram o grupo usando patins ou mesmo correndo. Para defender a paz no trânsito, valia de tudo.

O grupo foi comandado por um trio elétrico e seguiu do Museu da República à Ponte JK pela Esplanada dos Ministérios, voltando ao ponto de partida em aproximadamente duas horas e meia. Integrantes da ONG Rodas da Paz fizeram a segurança dos participantes e atuaram como batedores, evitando que alguns ciclistas saíssem da área destinada ao público do evento. "Esses passeios mostram que é possível a convivência pacífica no trânsito entre pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas", avaliou Elizabeth Davison, vice-presidente da ONG e mãe de Pedro Davison, jovem ciclista morto em 2006 no Eixão.

Para Elizabeth, os motoristas brasilienses têm agido com mais respeito. "Notamos que eles começaram a se sensibilizar e abrir espaço para o ciclista", disse. Ela defende que as campanhas educativas tenham início nas escolas. "A criança pequena deve aprender desde cedo a respeitar os outros no trânsito", argumentou.

Adepta dos passeios ciclísticos e de trilhas com bicicletas, a professora Estela Jardim, 41 anos, tenta ensinar a seus alunos a importância de praticar o respeito no trânsito. "Sempre que posso dou uma alfinetada", contou a professora, aproveitando para se refrescar comendo um picolé. "Uma parte da população respeita muito o ciclista, mas ainda há alguns impacientes, como uma mulher que tentou sair da fila de carros na Ponte JK e jogou o carro para cima das bicicletas", observou.

Além dos ciclistas, os motociclistas aproveitaram o domingo para comemorar o aniversário de 153 anos do Corpo de Bombeiros. A corporação foi criada quando a capital era o Rio de Janeiro. Pelo menos 500 motociclistas participaram da homenagem. Muitas famílias acompanharam o passeio, que também contou com o apoio de 28 motoclubes. Um deles, o Motobomba, levou 21 pessoas. Formamos o grupo apenas com bombeiros, mas depois abrimos para outras organizações, disse Luiz Blumm, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros. O passeio também contou com demonstração de resgates utilizando motocicletas recém-adquiridas pela corporação.



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